História


A história de Caieiras começa no século XIX, quando o Cel. Antônio Proost Rodovalho compra uma fazenda ao longo do Rio Juqueri-Guaçu, nas proximidades de onde, posteriormente, formou-se a cidade. O Coronel, que era conhecido por seu empreendedorismo, manda construir dois fornos, que passam a produzir cal, que era transportada no lombo de mulas até a estação ferroviária de Perus, para depois ser enviada para São Paulo e ao Porto de Santos.

Desses fornos vieram a inspiração para o nome da cidade.

Em 19 de julho de 1883 foi inaugurada a estação ferroviária de Caieiras, pela São Paulo Railway Company, atendendo a uma solicitação do Coronel Rodovalho e de seus sócios britânicos. Com a ferrovia, a região começou a se desenvolver.

Por volta de 1877 o Coronel decidiu investir num novo ramo: a fabricação de papel industrial. O projeto de instalação da indústria foi encomendado por ele à empresa alemã Gebruder Hemmer Neidenburg Pfalz.

Dez anos depois, a fábrica de papel começa a ser construída e, em 1890, a Companhia Melhoramentos de São Paulo - Industria de Papéis entra em funcionamento. No dia 4 de abril, uma das máquinas produz papel pela primeira vez.

Ainda nesse ano, Rodovalho e sua esposa, Etelvina Dutra Rodrigues Rodovalho, adquirem a Companhia, intensificando ainda mais a produção de papel. Para solucionar o problema de falta de energia, a Melhoramentos começa a plantar eucaliptos para utilizar como lenha para os fornos. Daí nasceu o apelido de Caieiras: "Cidade dos Pinheirais".

Os trabalhadores que anteriormente se dedicavam à agricultura foram fixados em 180 residências construídas na Melhoramentos. Assim, formou-se o primeiro núcleo habitacional planejado para trabalhadores livres do Brasil.

A vida política começou a tomar forma apenas em 1953, quando os moradores da região passaram a organizar a Comissão Pró-Emancipação, cujo objetivo era criar o Município de Caieiras. Assim, foi enviado à Assembleia Legislativa uma solicitação para a realização de um plebiscito que decidiria sobre a criação do município.

Depois da realização do plebiscito, cuja escolha do povo foi pela emancipação, em 14 de Dezembro de 1958, surge oficialmente o município de Caieiras.

Caieiras é uma cidade em constante crescimento, que destaca-se pelas indústrias plásticas e papeleiras. Com aproximadamente cem mil habitantes, está entre as 100 melhores cidades do país para se viver.

A cidade possui 94.516 habitantes, em seus 97,6 Km² de área territorial. Seu PIB per capita, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos a 2012, é de R$ 25.821,43.

Em serviços de saúde, a cidade conta com 51 unidades, sendo que 12 pertencem ao Sistema Único de Saúde (SUS). No total, são 112 leitos disponíveis para atender os caieirenses.

A rede escolar pública registrou, em 2014, 3964 matrículas para a educação infantil, 5096 no ensino fundamental 4.856 para o ensino médio. São 24 Escolas de Educação Infantil, 11 de Ensino Fundamental, uma Escola de Educação de Jovens e Adultos e 14 escolas de Ensino Médio. Na rede municipal, são aproximadamente 400 professores.

Caieiras tem recebido inúmeras empresas ao longo dos anos. Seu cadastro central de empresas possui 2.010 unidades locais, segundo dados do IBGE. Essas unidades empregam 26.279 pessoas. Dentre elas, destaca-se a Melhoramentos – MD Papéis, indústria de papel e celulose responsável pela fabricação de material utilizado e conhecido em todo Brasil.

Entre seus pontos turísticos e históricos, destacam-se o Cristo Redentor, a Concha Acústica, a Igreja de Santo Antônio, a Estação Ferroviária, os fornos de cal, dentro da Cia. Melhoramentos e o Centro Educacional e Cultural Izaura Neves.

Hino


HINO DE CAIEIRAS

Letra: José Branco Zuglian
Música: Maestro Sérgio Valbuza

Município de Caieiras
Terra abençoada por Deus
Em teu progresso sempre crescente
És orgulho dos filhos teus

Aqui construímos nossos lares
Sob o teu belo céu azul
Onde nas noites enluaradas
Brilha o Cruzeiro do Sul

Cidade dos Pinheirais
De povo nobre e varonil
Em tuas indústrias todos labutam
Por nosso amado Brasil

Nossa historia é vibrante
O passado glória nos traz
Temos orgulho da liberdade
Que soubemos conquistar

Juventude Caieirense
Estuda sempre sem parar
Prepara-te com dedicação
Para esta terra comandar

Lado a lado lutaremos
Com muita esperança e fé
Para tornar nossa Caieiras
Mais amada do que já o é

Gente de todas as partes
Em Caieiras vem buscar
Trabalho, sossego, carinho
E tudo podemos lhe dar

Porque nossa terra querida
Não tem portas para cerrar
A todo aquele que busca
Em Caieiras construir seu lar

HINO À BANDEIRA

Letra: Olavo Bilac
Música: Francisco Braga

Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz. Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul. Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever, E o Brasil por seus filhos amados,
poderoso e feliz há de ser! Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

HINO NACIONAL BRASILEIRO

Letra: José Branco Zuglian
Música: Maestro Sérgio Valbuza

I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Prefeito


Nome: Gerson Romero

Partido: PSD

Prefeito da cidade de Caieiras - é natural de Caieiras, casado e pai de três filhos. Empresário e formado em Direito pela Universidade Paulista, Gersinho atua no ramo industrial há mais de 25 anos. Foi vereador por duas vezes, vice-prefeito também por duas vezes e eleito prefeito em 2016.

Eleito Prefeito de Caieiras

Reeleito Vice- prefeito e continua no comando da Secretaria de Obras.

Assumiu a Secretaria de Obras em 2009.

Reeleito Vereador da Caieiras.

Eleito Vereador de Caieiras.

Vice Prefeito

Nome: Adriano Sopó

Partido: PDT

Adriano Sopó Vice-prefeito da cidade de Caieiras – é natural de Caieiras, casado e pai de duas filhas. Professor de Educação Física, foi vereador por três vezes e Ouvidor Geral do Município entre 2013 e 2016.

Eleito vice-prefeito de Caieiras.

Assumiu o cargo de Ouvidor Geral do Município.

Reeleito Vereador de Caieiras.

Reeleito Vereador da Caieiras.

Eleito Vereador de Caieiras.

Bandeira e Brasão retratam um pouco da história


A bandeira da cidade é composta de sete peças e no centro do retângulo azul o brasão do município sobre o círculo raiado. O Brasão foi instituído a partir da Lei 326, de 9 de agosto de 1965, sendo a nova redação feita através do número 158, de 13 de julho de 1962.

Na descrição, feita por Olindo Dártora, a bandeira possui o escudo português para que seja lembrada a nossa tradição lusa; nos campos do brasão, o azul representa o saber, a lealdade, a beleza e a grandeza das ações – atributos do povo caieirense. O amarelo-canário se relaciona ao sol com os seus raios brilhantes e plenos de energia. Já o vermelho representa o vigor e o altaneirismo desse povo. As quatro estrelas em prata simbolizam a homenagem do povo de Caieiras à Terra de Piratininga (São Paulo), em decorrência de seu quarto centenário, em 1954 – década em que surgiu o município.

Outros elementos: Uma engrenagem, um livro aberto e um pinheiro representam a indústria do papel que possibilitou a emancipação política do povo. A figura geométrica que dá apoio à engrenagem, ao livro e ao pinheiro simboliza a fecundidade da terra e a esperança do caieirense. O forno retrata os primeiros movimentos históricos, dando início ao povoado que mais tarde culminaria na cidade que temos. A fumaça do forno em prata simboliza o trabalho incessante, de onde nascem a pureza e a vitória dos ideais populares. Os suportes, duas criptomérias japônicas, simétricas, um à direita e outro à esquerda do escudo representam a prodigalidade dessas plantas, já que Caieiras figura como um dos municípios mais florestados do Estado.

Quanto aos dizeres em latim, se voltam para a origem latina. Está em ouro para representar a riqueza dos ideais caieirenses. “Urbis Pinetorum” – a Cidade dos Pinheirais. Um dos responsáveis pela emancipação de Caieiras, foi Olindo Dártora quem criou essa inscrição. Por fim, a data, 14 de Dezembro de 1958, em homenagem ao dia da emancipação política-administrativa do município.

A bandeira caieirense foi criada por Nelson Antonio de Gasperi. Nascido em Valinhos em 12/09/1933, filho de Henrique De Gasperi e Thereza Castellani De Gasperi, irmão de Celso De Gasperi, Neissi De Gasperi e Maria Tereza De Gasperi. Residiu em Caieiras de 1938 a 1965. Formado em Técnico Químico e em vários cursos profissionalizantes na Faculdade Osvaldo Cruz.

Trabalhou durante quatorze anos na Prefeitura do Município de Caieiras como secretário do Prefeito Gino Dártora e do Padre José César de Oliveira. Nessa época, 1962, fez o Brasão de Caieiras, no qual, consta em latim, a intitulação de Cidade dos Pinheirais também dada pelo criador do Brasão. Em 1974, fez a Bandeira do Município a pedido do Padre José. Ao participar em concurso promovido na cidade de Caieiras teve vitória unânime.

Continuou sua vida profissional no ramo de papel, exercendo funções de fabricante e assistente técnico de produção, sempre em cargos de chefia e gerenciamento. Morou dois meses no México, 1975, para fazer curso técnico de máquinas de alta velocidade para produção de papel.

Residiu em Mogi das Cruzes, casado com Niulze Ribeiro de Gaspero, filhos Neuzi Cristina Ribeiro de Gaspero (falecida), Nídia Cristina Ribeiro De Gaspero, Nívia Maria Ribeiro de Gaspero e Nelson Ribeiro de Gaspero. Nelson faleceu em 13 de agosto de 2010 e deixou familiares e amigos saudosos.

Como chegar


São diversos trajetos possíveis para se chegar até a cidade de Caieiras. Linhas de trem, ônibus e estradas garantem uma viagem de, em média (desconsiderando um dia com trânsito e eventuais problemas nos meios de transporte), 40 minutos, do centro de São Paulo a Caieiras.

De carro

*Rodovia Anhanguera ou Rodovia Bandeirantes, ambas no sentido interior – Rodoanel Mário Covas – SSP-332 Rodovia Presidente Tancredo de Almeida Neves – Entrada no Km 34;

*Rodovia Fernão Dias (sentido Mairiporã) – SSP-32 Rodovia Presidente Tancredo de Almeida Neves – Entrada no Km 34

De ônibus

Linhas intermunicipais da Viação Caieiras (confira itinerários e tarifas no site www.viacaocaieiras.com.br) passam no centro caieirense. Algumas até se direcionam a bairros específicos. São elas:

197 – Parque Paulista – Lapa (Direto): Na partida, saída do bairro franco-rochense, e na volta, com saída na Rua William Speers, na Lapa, passa pelo centro de Caieiras e por ruas principais do Jardim São Francisco.

361 – Francisco Morato (Pq. 120) – Barra Funda (Direto): na ida e na volta, passa pelo centro de Caieiras. Em São Paulo, saída do terminal da Barra Funda.

442 – Nova Era – Barra Funda: parte e retorna ao bairro caieirense, além de passar pelo centro da cidade. Em São Paulo, saída do terminal da Barra Funda.

De trem

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, possui uma estação ferroviária em Caieiras. A Linha 7 – Rubi, com trajeto da Luz a Francisco Morato, permite o desembarque no município. Confira o trajeto completo no site: www.cptm.com.br

Fotos Antigas


Pontos Turísticos


Fornos de Cal

Tudo começou quando Rodovalho comprou uma fazenda ao longo do Rio Juqueri-Guaçu, numa região próxima às terras hoje ocupadas pelo Município de Caieiras. Era a oitava década do século passado. Ele plantava uva e chegou até a praticar pecuária na fazenda.
Numa de suas visitas às suas terras, onde costumava caçar e pescar, descobriu por meio da observação de pessoas que circulavam no local a existências de mineiras ricos em carbonato de cálcio, excelentes para a produção de cal. Esse produto tinha grande valor num país que prenunciava um processo intenso de industrialização na virada do século, exigindo matéria-prima para a construção civil. O local que armazenava os minérios ficou sendo denominado Bom Sucesso, nome que aliás seria mantido na oficialização do bairro que ali se formaria.
Já em 1877, o empreendedor Rodovalho mandou construir dois fornos de barranco para o início da produção de cal, mantidos graças ao corte de madeira abundantemente encontrada na região. Os fornos serviram de sugestão para o nome da localidade: Caieiras.
Para dar nome às estações, era praxe usar as características dos lugares onde as mesmas seriam edificadas. Naquela época, entre os poucos pontos característicos do local, estavam os fornos de cal, existentes nas proximidades da estação, no Bairro do Monjolinho. Daí o nome “Caieiras”, em referência à denominação comumente dada aos fornos que produzem cal.
Os fornos se encontram hoje desativados, mas estão no mesmo lugar, quase intactos. Como marcos imperecíveis através dos tempos e cuja imagem se encontra gravada no brasão da cidade.
(MORAES, M. D. Caieiras: fatos e personalidades da “Cidade dos Pinheirais”. Caieiras: Editora Parma Ltda. 1995).

Estação Ferroviária de Caieiras

Já em 1877, o empreendedor Rodovalho mandou construir dois fornos de barranco para o início da produção de cal, mantidos graças ao corte de madeira abundantemente encontrada na região. Os fornos serviram de sugestão para o nome da localidade: Caieiras. Existia já uma trilha pela qual passavam boiadas. Esta foi transformada em estrada para que a cal obtida nos fornos pudesse ser levada à Estação Ferroviária de Perus, em lombo de mula. Produtos derivados da cal, como manilhas, ladrilhos, guias e sarjetas, também eram encaminhados à estação ferroviária da The São Paulo Railway Company Limited, chamada pelo povo de “Inglesa”.
Data de 19 de Julho de 1883 a criação da Estação Ferroviária de Caieiras, façanha implantada pela “inglesa” e solicitada por Rodovalho e seus sócios britânicos influentes da Cantareira. A partir desse ano não era mais necessário o uso de animais para o transporte da produção até a estação.
A denominação “Caieiras” foi dada à estação da antiga estrada de ferro The São Paulo Railway Company Limited pelo seu engenheiro Mac Leod e seus companheiros, após fazerem o levantamento planialtimétrico da região para a locação do leito da ferrovia.
Por volta de 1940, não havia trens de subúrbio entre Caieiras e São Paulo. Existiam apenas alguns trens da velha “The São Paulo Railway” que, em horários muito esparsos, vindos de Barretos e Tupã, interior do Estado, paravam na estação caieirense para serem abastecidos de água e não necessariamente apanhar passageiros.
Porém, naqueles horários, alguns passageiros aproveitavam para tomar o trem a São Paulo, ocorrendo o mesmo na volta da Capital. Na época, a cidade já possuía moradores com residências fixas, entre os quais, o advogado Dr. Armando Pinto, que militava na Comarca de São Paulo, à Rua São Bento, e o funcionário da popular Rádio Record, Luiz Lopes Lansac. Eles necessitavam de uma condução com intervalos de tempo regulares para atenderem o horário comercial de São Paulo. Daí a razão de um dia terem encabeçado um abaixo-assinado enviado à direção da estrada de ferro para que a mesma determinasse uma para oficial de trem na Estação de Caieiras, já que o número de passageiros aumentava dia a dia.
O requerimento foi prontamente atendido pela diretoria que estabeleceu que um trem da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, que partia de Tupã rumo a São Paulo e Santos, anexasse um vagão a mais para atender os passageiros caieirenses que viajavam e voltavam de São Paulo diariamente. O vagão anexado àquela composição era do tipo misto, isto é, metade de primeira classe e metade, de segunda.
(MORAES, M. D. Caieiras: fatos e personalidades da “Cidade dos Pinheirais”. Caieiras: Editora Parma Ltda. 1995)

Centro Cultural

Entre as realizações culturais recentes da cidade, destacou-se a construção do Centro Educacional e Cultural “Izaura Neves”, inaugurado no final da gestão de Dr. Milton Ferreira Neves, em 1992. Era um velho sonho do povo de Caieiras a sua criação.
Palco para teatros, show e palestras, amplo espaço para bailes, salas de música, vídeo, Exposições, Formaturas etc… A sua utilização nas administrações Dr. Milton e Névio Dártora contribuiu para suprir as necessidades da população quanto à execução de eventos culturais, que estavam escassos nos anos 80. O Centro Cultural, com suas adequadas instalações, se tornou um ponto de encontro da cultura com o povo.
(MORAES, M. D. Caieiras: fatos e personalidades da “Cidade dos Pinheirais”. Caieiras: Editora Parma Ltda. 1995)

Cristo

Está localizado no ponto mais alto da região, Morro do cabelo branco, foi construído na década de 80 pelo prefeito Gino e fica aberta a visitação de público em geral, todos podem ir até lá de carro e ter um agradável passeio junto a natureza.

A autorização da Câmara Municipal de Caieiras para construção de uma réplica do Cristo Redentor do Estado do Rio de Janeiro, inclusive com teleférico e bondinho, veio através da Lei Municipal nº 1.230 de 29 de novembro de 1978, sancionada pelo então Prefeito do Município o Engenheiro Gino Dártora.

Velódromo

A cidade de Caieiras foi considerada, desde 2003, um polo nacional do ciclismo quando inaugura o velódromo de tamanho oficial (250 m) do Brasil.
A pista aberta é feita de concreto é bem divertida de pedalar. O acesso é fácil fica muito próximo ao trevo da estrada que liga Caieiras a Franco da Rocha, em uma das entradas principais da cidade de Caieiras. Possui estacionamento aberto e gratuito dentro do próprio complexo, com a inauguração do velódromo de Caieiras, o esporte pode ganhar ainda mais força..
Praticantes de todas as modalidades com bicicleta, ciclistas de estrada, triatletas, mountain bikers que quiserem treinar no velódromo podem agendar treinos na pista que oferece condições adequadas e é bem divertida de pedalar.

Quanto a estrutura, o velódromo é cuidado pela Secretaria Municipal do Esporte, dando boas condições para uma equipe se instalar.

Concha Acústica

Um dos principais patrimônios culturais da cidade, erguida no início dos anos 60 e palco de grandes apresentações, localizada na Rua João XXIII, - 149, nas proximidades da igreja matriz de Santo Antônio.
Um espaço para expressões culturais e artísticas entre outras ações tradicionais da comunidade. Foi estreada em 1969.
As terras onde está localizada haviam sido doadas por D. Ambrosina do Carmo Buonaguide, serviram não só para a igreja, mas também para a construção de um jardim e de uma concha acústica própria para a realização de espetáculos.

Igreja Sto Antônio

No início da década de 30, D. Ambrosina do Carmo Buonaguide, proprietária das terras que formariam o Bairro de Crisciúma, manifestou desejo de levantar uma capela em louvor a Santo Antônio. Para tanto, reservou um terreno e doou-o mais tarde à Mitra Diocesana de Bragança Paulista, cujo bispo titular era D. José Maurício da Rocha. Tratava-se de uma bela área de 8.670 metros quadrados.
A iniciativa de D. Ambrosina foi plenamente amparada pelo advogado Dr. Armando Pinto, o qual sugeriu que, em vez de uma capela, fosse construída uma igreja maior, prevendo já o futuro da povoação.
Em abril de 1934, realizou-se a primeira reunião de diversas pessoas que se obrigaram a levantar o templo em honra a Santo Antônio. O livro de presença do encontro foi assinado por ilustres personalidades: Ambrosina do Carmo Buonaguide, Dr. Armando Pinto, Terezinha Camargo Pinto, José Carlos da Silva, Nicolau Kiss, Geraldo Valim, Idalina Arruda Camargo, Manoel Gaspar, Pedro Viana, Luiz Gaspar, Paulina Viana Gaspar, Manoel Ruivo, José Silveirinha, Manoel Gomes, Antônio Generoso da Silva, Gonçalo Siqueira da Rocha, Francisco Pereira Leite, Euclides Antônio Domingues, Jaime Diogo da Silva, Elza S. Moraes, José Pasini, Ricieri Paschoaloto, João Augusto de Souza, Pedro Muro Vasquez, Lúcia Muro, Maurício Massinelli, Faustina Monteiro da Cruz, Miguel Lopes, Domingos Toigo, Érico Wusbacher, Luiz Lopes Lansac, José Molo, Benedito Buonaguide, Tereza Maria das Dores, Afonsina Pereira, Maria José da Silva, Carlos de Carvalho, Maria da Silva, Atílio Massinelli e Antônio Baboim.
Aos 17 de Junho de 1934, foi lançada a pedra fundamental para o levantamento do templo, com a presença do reverendo padre Luiz Assemany, vigário de Juqueri. Na ocasião, foi constituída a primeira comissão para dirigir aquele movimento, a qual teve como presidente Dr. Armando Pinto e como vocais os senhores Manoel Gaspar, Pedro Muro Vasquez, Atílio Massinelli, Francisco Teixeira de Araújo, José Silveirinha, Adil Pais Leme, Luiz Gaspar, Geraldo Valim, José Molo e Benedito Buonaguide.
Precisamente às 16 horas do dia 3 de Maio de 1936, realizou-se a solenidade do início da construção do Templo de Santo Antônio de Criscíuma, cujo primeiro tijolo foi assentado por José César de Azevedo Soares, então subprefeito de Franco da Rocha, lavrando-se a respectiva ata. Sobre o ato, falou Dr. Armando Pinto.
No mesmo mês de Maio, fez-se outra reunião da comissão, na qual Dr. Armando declarou ter confiado aos pedreiros e serventes integrantes do quadro de empregados da Companhia Melhoramentos as obras de construção da igreja, em atenção à boa vontade apresentada pelos mesmos.
Foi declarado que os senhores Ângelo Lumazini, Antônio Cestaroli, Pedro Leite, José Lumazini, João Cecati, Benedito da Silva, Antônio dos Santos e João Bertolo, que se achavam presentes, comprometiam-se a trabalhar na construção em suas horas vagas. Ficou combinado também que os pedreiros trabalhariam a 1.700 réis por hora e os serventes, a 1.000 réis. Como mestre de obras, foi designado o senhor Ângelo Lumazini.
A parte dos fundos da igreja foi inaugurada solenemente em 26 de Junho de 1936. As imagens de Santo Antônio, o padroeiro, do Sagrado Coração de Jesus e do Sagrado Coração de Maria foram introduzidas no interior do templo. Elas foram transportadas de São Paulo em procissão acompanhada pelo reverendo frei Luigi e pelos paroquianos do Pari, que deram um exemplo inequívoco de solidariedade cristã.
Foram padrinhos da imagem de Santo Antônio o senhor Firmiano Pinto e Silva e sua mãe, D. Emília Pinto e Silva, que também foram seus doadores. Do Sagrado Coração de Jesus, o senhor Atílio Massinelli e D. Idalina Arruda Camargo foram os padrinhos. Já para a imagem do Coração de Maria foram escolhidos Dr. Armando Pinto e D. Ambrosina do Carmo Buonaguide.
A comissão pôde, pelos relevantes serviços prestados, fazer a entrega do templo ao povo de Criscíuma em apenas dois meses. Vale ressaltar o concurso inestimável do povo de Caieiras para isso, porque Criscíuma possuía naqueles tempos poucas casas e reduzidíssima população.
O montante das obras, segundo consta numa demonstração de receita e despesa, acusava um lucro da ordem de 5.362,900 réis e gastos de 11.025,900 réis, o que representava, portanto um déficit de 5.663,000 réis. Examinando essas contas, foi possível encontrar em anexo o parecer seguinte:

“Os abaixo-assinados, tendo aceitado o convite que lhes fez o ilustríssimo advogado Dr. Armando Pinto, presidente da Comissão de Obras da Igreja Santo Antônio de Criscíuma, para darem parecer sobre este balancete, apresentado pelo mesmo senhor conforme documentos de 1 a 19 e de números 1 a 36, referentes às receitas e despesas, respectivamente, com a construção deste templo, examinaram e acharam tudo conforme. Temos assim o prazer de apresentar os nossos votos de congratulação pela maneira correta que tem sabido conduzir-se abraçando tão espinhosa missão."
Caieiras, 28 de Agosto de 1936,
Ubaldo Meneguini
Luiz Lopes Lansac
Domingos Toigo

A Sociedade Amigos de Caieiras, fundada em 1936 e cuja história está relatada em capítulo à parte, reservou a si a incumbência de continuar as obras de construção da igreja, sempre com a participação do jornal Vida Nova, que embora sendo de Franco da Rocha, desde logo se tornou o legítimo reivindicador dos interesses do bairro.
Nas datas nacionais, a entidade tomava a iniciativa de fazer realizar as solenidades, promovendo também as festas do “Natal das Crianças”. O primeiro natal atraiu 500 crianças. A abertura dos alicerces da Igreja de Santo Antônio de Criscíuma ficou também a cargo dos sócios da Sociedade Amigos de Caieiras, numa demonstração de solidariedade cristã.
Anos de Paralisação
No início da década de 40, houve uma paralisação total das obras da Igreja Santo Antônio, dadas as dificuldades financeiras da época e tendo como fator os efeitos da Segunda Guerra Mundial, como inflação e desemprego.
Nesta época, a igreja se encontrava respaldada e coberta, mas não tinha ainda nem portas nem janelas, sendo que, no vão das mesmas, foram colocadas algumas tábuas para evitar a entrada de animais de porte. Essa paralisação durou aproximadamente 12 anos e, durante esse tempo, Caieiras recebia uma vez por mês a visita de um pároco de Franco da Rocha, padre José Botinelli.
Durante esse período, a pobreza da igreja era total, pois não possuía um parâmetro sequer para a celebração da missa. Dada a pobreza também da Paróquia de Franco da Rocha, o padre Botinelli aparecia com a batina rota, embora bem passada pelas senhoras zeladoras do culto. Não havia sino, nem altar e nem campainha. Padre Botinelli celebrava a missa sobre um caixote vazio de cebola e acompanhado por um dos fiéis, mesmo porque também não havia coroinha.
Reinício das obras e inauguração
Por volta de 1950, Dr. Armando Pinto, embora fosse um homem que não admitia cansaço, começava a se sentir exausto de tantas atividades. Reconhecendo que já era hora de dividir suas responsabilidades, resolveu nomear uma comissão para prosseguir as obras da Igreja de Santo Antônio. Escolheu um grupo de pessoas de sua confiança para ocupar aquele cargo, ficando a diretoria da comissão assim constituída: Marcílio Dias de Moraes, presidente, Santo Pascoal Menegatti, vice-presidente, Luiz Lopes Lansac, secretário, José Massinelli, tesoureiro, Manoel Sanches, zelador do culto, e Antônio Furlanetto, segundo secretário.
Logo após a posse daquela diretoria, foi elaborado o projeto definitivo da igreja pelo projetista de arquitetura Marcílio Dias de Moraes, que contou com a colaboração do arquiteto Aquiles Gabriel Mirabelli, especialista em cálculo de concreto armado. Este calculou a ferragem da torre, vistoriou toda a obra e deu toda a assistência técnica necessária à sua segurança.
Mas as dificuldades encontradas pela comissão para dar prosseguimento à obra não foram poucas. No princípio, não havia luz elétrica, nem água. As quermesses para angariar fundos eram feitas sob luz de vela e lampião de gás.
A água era obtida dos vizinhos mais próximos, que a tiravam de seus poços com sarilhos. Mesmo assim, a comissão, movida por um sentimento de fé e um espírito de luta, lançou mãos à obra, enfrentando todas as dificuldades.
Na ocasião, o povo de Caieiras deu uma prova de seu verdadeiro espírito de fraternidade, pois uniu-se em torno da comissão, dando apoio irrestrito e colaborando de todas as formas possíveis para que a obra não sofresse interrupção.
O senhor Luiz Lansac, que trabalhava na Rádio Record, obteve daquela emissora, a título de empréstimo, um pequeno gerador de força movido a gasolina, o que veio dar condições de se realizarem as quermesses com iluminação elétrica.
Para sanar as dificuldades que ainda existia, a comissão iniciou a abertura de um poço em terreno da igreja, e bem próximo dela, a fim de obter água para a continuidade das obras. No ano de 1954, foi eleito prefeito de Franco da Rocha o senhor José Alves Ferreira Filho, que não apenas concordou com a abertura daquele poço, como também visitou a obra periodicamente, pondo-se à disposição para eventuais necessidades, apesar dos parcos recursos que possuía a prefeitura.
A partir daí, tudo mudou, pois a comissão continuou trabalhando normalmente e realizando suas quermesses, além das festas tradicionais, cujos fundos deram condições para contratar profissionais que terminassem a obra.
Os contratados para o término da torre foram o senhor Guilherme Wilhelm e seu sobrinho Hans Friedhelm Sliper, chamado de Fritz. Sebastião de Paula foi contratado para executar o acabamento interno e, num trabalho de verdadeiro artista, moldou as colunas em estilo romano e com capitéis dóricos, repetindo esse estilo no altar. A escada foi feita em granito.
Finalmente, em 1960, o povo de Caieiras teve a satisfação de assistir à inauguração da Igreja de Santo Antônio de Criscíuma, com a visita de D. José Maurício da Rocha, então bispo diocesano de Bragança Paulista. Na manhã do dia da inauguração, ele oficiou missa solene e, à tarde, o santo Sacramento do Crisma.
(MORAES, M. D. Caieiras: fatos e personalidades da “Cidade dos Pinheirais”. Caieiras: Editora Parma Ltda. 1995).

Galeria dos Prefeitos



Caieiras teve os seguintes prefeitos e vice prefeitos:

Rua Bolívia, 470 - Santo Antônio - Caieiras/SP (11) 4442-7111